O objetivo do relatório é classificar o potencial inovador das economias mundiais e seus resultados, sendo referência para avaliação da inovação e essencial no desenho de políticas públicas promotoras do desenvolvimento econômico.
O tema do relatório de 2014 é “O Fator Humano na Inovação” e explora o papel fundamental dos indivíduos e equipes envolvidos, como os principais atores no processo, seguidos de tecnologia e capital. Em seus vários capítulos, aborda os diferentes aspectos do capital humano, incluindo o trabalho especializado, a necessidade do conhecimento para o sucesso da inovação, educação (fundamental, média, acadêmica e em pesquisa e desenvolvimento), intersecção do capital humano, financeiro e tecnológico, retenção de talentos e a mobilização dos indivíduos altamente escolarizados entre nações. Os países que atraem os melhores talentos se tornam lançadores de tendências em inovação.
Alguns pontos relevantes apontados pelo relatório:
considerando a América Latina, o Brasil aparece na 5ª posição (3 posições acima em relação a 2013), atrás de Barbados (41º), Chile (46ª), Panamá (52ª) e Costa Rica (57ª) e seguido de perto por México (66ª), Colômbia (68ª), Argentina (70ª), Uruguai (72ª) e Peru (73ª).
O Brasil aparece em 16º lugar dentre os países de renda médio-alta (subindo 5 posições); os índices nos quais apresenta seus melhores desempenhos são: sofisticação de negócios (37ª), infraestrutura (60ª), capital humano e pesquisa (62ª), input (63ª), output (64ª), output criativo (64ª), output de conhecimento e tecnologia (65ª) e taxa de eficiência (71ª). A melhor performance do Brasil foi no quesito absorção de conhecimento, no qual apresentou-se no top 30 em 3 de 4 variáveis. Já os pontos fracos foram as instituições (95ª) e ambiente de negócios (137ª).
Neste contexto, onde a inovação é o motor da economia, o setor de Biotecnologia Farmacêutica no Brasil não anda a passos largos, como faz supor o boletim GII 2014. Há vários fatores limitantes e gargalos sucessivos que funcionam como entraves quase intransponíveis. A formação acadêmica, o financiamento de pesquisa, as agências reguladoras e a pesquisa clínica no país são alguns dos exemplos e que serão abordados nas próximas oportunidades.