A Comissão de Ética da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta terça-feira (12) o uso de tratamentos experimentais no combate à febre hemorrágica ebola. A decisão ocorre um dia após a epidemia de doença, que afeta a região da África Ocidental, superar a marca de mil mortos, entre 1.848 casos suspeitos, de acordo com o último balanço da organização, atualizado na noite de segunda-feira (11).

“Perante as circunstâncias da epidemia e sob reserva de que determinadas condições sejam cumpridas, a comissão chegou ao consenso de que é ético oferecer tratamentos não homologados, cuja eficácia não é conhecida, nem os seus efeitos secundários, como tratamento potencial ou preventivo”, explicou a OMS.

Foram registrados 11 novos casos e seis mortos na Guiné-Conacri, 45 novos casos e 29 mortos na Libéria, e 13 novos casos e 17 óbitos em Serra Leoa. Não foram notificados novos casos ou mortes na Nigéria.

Soro
A Libéria, um dos países afetados pelo surto de ebola, vai receber dos Estados Unidos amostras de um soro experimental. Segundo um comunicado assinado pelo governo da Libéria, o acordo surge na sequência de um pedido feito pelo presidente do país, Ellen Johnson Sirleaf, no dia 8 de agosto, ao presidente norte-americano Barack Obama.

O tratamento experimental deve ser levado por um enviado do governo norte-americano em uma semana, acrescentou a presidência liberiana.

“A Casa Branca e a Agência Norte-Americana de Fármacos [FDA, na sigla em inglês] aprovaram o pedido da Libéria para a disponibilização de doses do soro experimental para tratar os médicos liberianos atualmente infectados pelo vírus ebola”, informou a Presidência liberiana em comunicado divulgado na noite de hoje em Monrovia, capital do país.