Pesquisadores acreditam que uma nova tecnologia em saúde encapsulada e cultivada em células pancreáticas vai fornecer insulina suficiente para pacientes com diabetes tipo 1. O primeiro paciente do estudo clínico que corresponde a esta adaptação já recebeu o device, chamado βAir Bio-Artificial Pancreas da startup israelense Beta-O2.

No diabetes tipo 1, a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois as células sofrem de uma destruição autoimune. Assim, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo os anticorpos atacarem as células que produzem este hormônio. A ocorrência é de 5 a 10% entre todos os casos de pacientes com diabetes e estes pacientes precisam de injeções diárias de insulina para que mantenham os valores de glicose no sangue. O diabetes tipo 1, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum ser diagnosticado em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

A startup espera que sua tecnologia em saúde supere os três principais obstáculos de um implante para pâncreas bio-artificial: evitar rejeição sem uso de drogas imunosupressoras, providenciar oxigênio suficiente para as células pancreáticas continuarem funcionando bem e oferecer quantidades suficientes de insulina para o paciente.